ESTUDOS BÍBLICOS – SÉRIE: ANO NOVO, UM NOVO TEMPO PARA SUA VIDA.
ESTUDO 7 - DEUS QUER MUDAR A HISTÓRIA DA MINHA VIDA
Deus que mudar a história da minha vida! Ele vai marcar a minha vida!
Temos que marcar a nossa geração, fazer a diferença!!!
II Cr. 28:1-5, 22-27 Rei Acaz: “ ...não fez o que era reto perante o Senhor...” (vs.1)
- idólatra (vs.2);
- ofereceu seus filhos em sacrifícios aos deuses (vs.3);
- buscou auxílio de outros deuses no tempo de angústia (vs.23);
- fechou as portas da casa do Senhor (vs.24);
- Era um rei ruim, terrível, iníquo, soberbo e orgulhoso.
- Resultados de seu pecado – O Senhor humilhou Judá por causa de Acaz (vs.19) Na sua morte não foi enterrado junto com os reis de Israel e até hoje é lembrado nos livros de história dos reis de Judá e de Israel como um rei que marcou sua geração de maneira negativa e ruim (vs.26).
Depois da morte do rei Acaz, Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar (vs.27). Quando Ezequias assumiu o lugar de seu pai, observamos 3 possibilidades que ele tinha:
A)Fazer as coisas igual ao seu pai
Conhecemos esses ditados: “Tal pai, tal filho”, “filho de peixe, peixinho é”. Isto acontece porque os pais são referências para os filhos. Muitos crescem como filhos marcados por erros que seus pais cometeram, muitos foram rejeitados, agredidos, estuprados, espancados, receberam palavras que produziram complexos e derrota, e etc. Como conseqüência, quando os filhos crescem, ou se tornam iguais aos seus pais, ou desejam ser diferentes deles.
B)Ser omisso
Restaurar problema dá trabalho!!! Os problemas precisam ser tratados! Muitos não querem tocar na “ferida”. Não podemos “maquiar” ou por “uma pedra em cima” do problema. Para sermos curados e restaurados precisamos tratar os problemas de frente, só assim seremos restaurados.
C)Mudar a história da sua vida – Como posso mudar a história da minha vida?
II Cr. 29
1) Olhando os bons exemplos! – “Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo quanto fizera Davi, seu pai” (vs.1-2)
- Existem os maus exemplos, mas existem os bons exemplos pelos quais devemos seguir (Sl.1; Pv.1:10; I Co.15:33; II Co 6:14-18).
- significado de ímpio: ím – não, pio – santos
- Precisamos deixar de andar com maledicentes, fofoqueiros, murmuradores, criadores de contenda, etc, para andarmos com homens de Deus.
2) Fazendo mudanças hoje, agora! – “No primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês...” (vs.3)
- Não podemos adiar! Precisamos fazer hoje o que precisa ser feito. Deus trabalha com pessoas que tomam decisões!
- Enfrente o problema, não fuja e o Senhor te concederá graça!
- Deus quer nos restaurar, mas precisamos dar um passo em fé.
- Restauração: Devolver ao estado original com melhores condições.
3) Abrindo as portas do nosso coração para que Deus as repare! – “...Abriu as portas da casa do Senhor e as reparou” (vs.3)
- “...Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo...” – Ap. 3:19-22
- Devemos permitir que o Senhor nos cure, nos limpe e nos restaure.
4) Não me envergonhando de quem sou! – “Trouxe os sacerdotes e os levitas, ajuntou-os na praça oriental e lhes disse...” (vs.4-5)
- Não podemos nos esconder, temos que assumir quem somos na frente de todos. “Não se pode esconder uma cidade edificada sobre os montes”.
- Ou somos de Deus e assumimos a nossa posição em Cristo, ou somos do diabo! Que o nosso estilo de vida fale mais alto que as palavras!!!
5) Fazendo aliança com o Senhor! – “...estou resolvido a fazer aliança com o Senhor...” (vs.10)
- Sou 100% do Senhor e tudo o que tenho pertence a Ele. Não troco o Senhor por nada! Posso perder tudo, dinheiro, carro, saúde, etc, mas não posso perder Sua Presença!
- Faço a vontade do Senhor porque tenho uma aliança com Ele, e sei que esta vontade é boa, perfeita e agradável para minha vida. Ou faço a vontade de Deus, ou do diabo – “ninguém pode servir a dois senhores”.
- Esta aliança deve ser vertical e horizontal, ou seja, ela se estende a minha família, a igreja, aos líderes, pastores e aos meus irmãos.
- A aliança se mede pelo serviço. Precisamos demonstrar a aliança que temos com Deus e com os irmãos sendo verdadeiros servos!
6) Sendo um adorador! – “...prostraram-se e adoraram” (vs.27-29)
- O Pai está buscando os verdadeiro adoradores! (Jo 4:22-24)
- Precisamos aprender a descer do nosso pedestal de orgulho para adorarmos verdadeiramente o nosso Deus!!! Deixemos os conceitos humanos e o orgulho de lado e adoremos verdadeiramente ao Senhor.
- Quando me prostro, em outras palavras estou dizendo: “me dobro diante daquele que é o Senhor da minha vida”.
Resultados da fidelidade do rei Ezequias: Houve perdão, restauração, alegria, benção, prosperidade e o triunfo sobre os inimigos (cap.29-32). Na sua morte, todo o Judá e Jerusalém lhe prestaram honras (cap.32:33). Ezequias foi alguém que marcou a sua geração de maneira positiva porque foi um rei bom, reto e verdadeiro perante o Senhor (cap.31:20).
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
PRÉ-CONCUSO GRATUITO GERAÇÃO - MACAPÁ - AP

PRÉ-CONCURSO GRATUITO GERAÇÃO
Observando a potencialidade dos Jovens Amapaenses, os parcos recursos financeiros de muitos deles e os concursos públicos que estão sendo lançados, o Ministério Jovem Geração da Assembleia de Deus Celeiro de Bênção resolveu abraçar a causa de oferecer à comunidade um cursinho preparatório gratuito.
A idéia foi trabalhada pelo Coordenador da Igreja, Heraldo Costa e pelos líderes do Ministério Jovem, Eliezer Reis e João Marcos e nesta semana foi lançado o PRÉ-CONCURSO GERAÇÃO.
O PRÉ-CONCURSO GERAÇÃO surgiu para atender duas demandas: sedimentar os conhecimentos obtidos pelos jovens nos anos de ensino fundamental e médio, bem como preparar, com excelência e gratuitamente, potenciais candidatos de concursos, que não dispõem dos meios para arcar com as despesas de cursos preparatórios e por isso encontram-se alijados deste processo que é a forma mais ética de se tornar um servidor público.
O corpo docente foi garimpado dentro da própria igreja que dispõe de inúmeros profissionais nas áreas que serão exigidas no concurso público e funcionará da seguinte forma:
- Aulas totalmente grátis.
- Dia e Horários: Todos os sábados, das 15 às 18 horas
- Local: Assembléia de Deus Celeiro de Bênção - Rua vereador Júlio pereira, nº 790, Jardim 1
O público alvo são jovens de baixa renda que participem ou não da denominação evangélica.
À medida que a demanda aumentar, outros dias e horários serão reservados para o cursinho.
PRÉ-CONCURSO GERAÇÃO
“o futuro quem faz é você”
Contatos: 81210136 e 91117157
JOÃO MARCOS SEIXAS E ELIEZER REIS
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ESTUDOS BÍBLICOS - SÉRIE NOVO TEMPO - ESTUDO 6
ESTUDOS BÍBLICOS – SÉRIE: ANO NOVO, UM NOVO TEMPO PARA SUA VIDA.
ESTUDO 6 - HUMILDADE, OUTRO RESULTADO DA MUDANÇA
Texto-Chave: Mateus 11:29 “Aprendei de Mim que sou Manso e Humilde de Coração”.
O orgulhoso caminha para a desgraça A pessoa orgulhosa está a caminho da desgraça, mas a humilde é respeitada. Provérbios 18.12.
Deus se opõe aos soberbos, mas dá graça e honra aos humildes (Tg.4.6).
Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte. 1 Pedro 5.6
Já vimos que, quando começamos a servir a Deus, isso resulta em mudanças em nossa vida. Já vimos também que existem princípios que estão envolvidos como resultado das mudanças que ocorrem conosco. No estudo anterior comentando dois: Obediência e Lealdade completa.
Hoje vamos falar de mais um princípio que é o resultado da mudança que ocorre conosco: a humildade.
Você observa a verdadeira mudança quando a humidade começa a ter primazia na vida de alguém.
Humildade: Virtude com que manifestamos o sentimento da nossa fraqueza ou de nosso pouco ou nenhum mérito.
A falsa humildade (hipocrisia) é condenada por Paulo em Colossenses 2:20-23
1. O QUE É HUMILDADE?
a) É ser você mesmo. É tirar a máscara. É ser autêntico.
b) Não se irar quando alguém lhe mostrar seus defeitos ou repreendê-lo por alguma falta. DAVI, por exemplo, não se irou ao ser repreendido por Natã e reconheceu seu erro(2 Samuel 12:1-21).
c) É ser Transparente. Ser como o pára-brisa de um carro: de fora se vê tudo o que se passa lá dentro. Deus conhece nossos corações.
d) É andar na Luz que vem de Deus (1 João 1:7); andar na Verdade, não discutir nem brigar para defender algum erro. Aquilo que você conhece sobre Deus e sabe que Ele deseja, OBEDEÇA!
2. A BÍBLIA E A HUMILHAÇÃO:
a) Ser Humilde é uma das condições que Deus propõe para abençoar a Igreja (2 Crônicas 7:14).
b) Deus derrama Sua Graça sobre os Humildes, mas resiste aos soberbos e orgulhosos (Salmos138:6) (Tiago 4:6) (1 Pedro 5:5-6)
c) Jesus Cristo, sendo filho de Deus e sem pecado algum, andou pelo caminho da Humildade (Filipenses 2:3-11).
d) Quem se exalta será humilhado (Mateus 23:12):
* Manassés foi preso entre os espinhos (2 Cr 33:11-12).
* O rei Herodes foi comido por bichos, por se exaltar (Atos 12:21-23).
* Nabucodonosor comeu ervas com os animais por sete anos (Daniel 4:29-37).
3. O EXEMPLO DE JESUS
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! - por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, - para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra. Filipenses 2.8-10 (nvi)
Notemos que a vontade ativa do Filho de Deus, Jesus Cristo, se mostrou ativa nessa sua humilhação. Ele deixou voluntariamente as riquezas celestiais e toda a sua glória, e se submeteu espontaneamente à sua aviltada condição terrena. Obedeceu e morreu voluntariamente, tendo tido morte vergonhosa. No grego original temos o verbo “tapeinoo”, que significa “humilhar-se”, “rebaixar-se”, “degradar-se”, “aviltar-se”.
4. FAÇAMOS TUDO COM HUMILDADE
Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Filipenses 2.3 (nvi)
Devido ao egocentrismo inato do homem caído, o mundo não tem em alta estima a humildade e a modéstia. A Bíblia, no entanto, com seu conceito teocêntrico do homem e da salvação, atribui máxima importância à humildade.
(1) A humildade bíblica subentende a consciência das nossas fraquezas e a decisão de atribuir de imediato todo crédito a Deus e ao próximo, por aquilo que realizamos (Jo 3.27; 5.19; 14.10; Tg 4.6).
(2) Devemos ser humildes porque somos simples criaturas (Gn 18.27); somos pecaminosos à parte de Cristo (Lc 18.9-14) e não podemos jactar-nos de nada (Rm 7.18; Gl 6.3), a não ser no Senhor (2 Co 10.17). Logo, dependemos de Deus para nosso valor e para nossa frutificação, e não podemos realizar nada de valor permanente sem a ajuda de Deus e do próximo (Sl 8.4,5; Jo 15.1-16).
ESTUDOS BÍBLICOS - SÉRIE NOVO TEMPO - ESTUDO 5
ESTUDOS BÍBLICOS – SÉRIE: ANO NOVO, UM NOVO TEMPO PARA SUA VIDA.
ESTUDO 5 - RESULTADOS DA MUDANÇA
Já vimos que, quando começamos a servir a Deus, isso resulta em mudanças em nossa vida.
Existem princípios que estão envolvidos como resultado das mudanças que ocorrem conosco.
Estaremos comentando dois deles em seguida
Obediência verdadeira
A obediência é um elemento-chave para uma vida vitoriosa. A Bíblia confere grande importância a essa virtude, que é uma prova de nossa consagração pessoal a Deus.
Em 1 João 2.3-5 temos a afirmação que a obediência é um sinal de que o indivíduo é realmente salvo. É essencial que saibamos cultivar uma vida de obediência.
Define-se obediência como sendo “o estado ou ato de submissão à vontade de outrem”. Isso significa que para obedecer, é preciso que haja uma autoridade, e para o cristão, essa autoridade é o Senhor Deus.
A verdadeira obediência não é apenas um ato, mas também uma atitude interior de submissão, ou seja, é o produto de uma decisão interior, e não algo forçado, involuntário. Isso parece indicar claramente que a verdadeira obediência, no plano espiritual, é o ato de seguir a vontade de Deus em nossa vida, em todos os aspectos, por um desejo sincero, oriundo do próprio coração.
Quando há uma mudança real em nosso interior, a obediência verdadeira e absoluta torna-se resultado visível desse novo relacionamento espiritual com Deus, e o Salmo 40.8 será uma realidade na nossa vida: De/eito-me em fazer a tua vontade, á Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.
Devemos obedecer a Deus e à Sua Palavra sem questionamentos. Essa obediência absoluta a Deus só é possível quando passamos a ter uma opinião modesta a respeito de nós mesmos. Nesse momento, tornamo-nos receptivos à ideia de completa obediência.
Um exemplo é a autoestima de Paulo em face de sua participação como apóstolo:
Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. (1 Coríntios 15.9,10)
A obediência resultante da mudança de nossa vida gera uma lealdade inabalável a Deus.
Lealdade completa
A lealdade é uma das condições para o funcionamento do Reino de Deus, para que possamos ser cidadãos desse reino. Lealdade é sinônimo de fidelidade, sinceridade, honestidade, dignidade, integridade. Quem é leal cumpre com o que prometeu, corresponde ao que dele é esperado, mantém a palavra e não age de forma enganosa.
Uma vez que o amor de Deus jamais muda, uma vez que Deus é sempre o mesmo, Ele é absolutamente confiável; portanto, podemos ser leais a Ele.
Ser leal a Deus, como podemos entender pelos sinônimos acima, é corresponder à expectativa de Deus. É, portanto, aplicar as Suas leis em todos os momentos, para todos os casos. Ser leal Deus é ser coerente com tudo o que cremos e temos aprendido dele, conforme Ele pensa, e que dele se origina.
A nossa lealdade a Deus não pode ser dividida; deve ser absoluta. A Bíblia nos adverte em Mateus 6.24: Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Essa declaração de Jesus afirma que a lealdade no coração deve ser somente para com Deus. Jesus coloca Mamom em uma posição totalmente oposta a Deus. Jesus está afirmando neste versículo que é “impossível” servir a Deus e a Mamom. A fim de servir a Deus, devemos renunciar totalmente a Mamom e não ter nada a ver com ele.
Mamom coloca-se na categoria do poder que influencia os corações da humanidade a amar e a servir ao dinheiro e às riquezas no domínio físico.
Lealdade significa sermos verdadeiros com nós mesmos. É também sermos absolutamente fiéis à pessoa que escolhemos para viver. Lealdade é sermos totalmente fiéis à Igreja do Senhor e também a Deus, nosso Pai, e ao Seu amado Filho, nosso Redentor, Jesus Cristo.
Precisamos ser verdadeiros (ou leais) em relação ao que há de melhor em nós. Se murmurarmos ou vivermos reclamando de nossa vida e dos ensinamentos de Jesus, deveremos ser considerados servos de Deus?
A lealdade irrestrita é uma das pedras fundamentais no relacionamento de serviço a Deus. Como o serviço a Deus não nos foi imposto muito pelo contrário, foi algo que assumimos por pura e espontânea vontade, não podemos esperar obter qualquer tipo de vantagem a partir desse relacionamento.
Como Jesus já afirmou, em Mateus 6.24, não se pode servir, ao mesmo tempo, a dois senhores, mostrando claramente que só devemos servir e ser leais àquele a quem efetivamente obedecemos:
Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
Romanos 6.16
Quando alguém faz algo contrário à vontade de Deus, está desobedecendo ao Senhor e se coloca como servo do pecado e, como diz o texto do apóstolo Paulo, sois servos daquele a quem obedeceis. Os servos a que a carta de Romanos 6 refere-se são literalmente escravos. A pessoa que prontamente serve a um dos dois senhores vai suportar em seu corpo as marcas daquele a quem serve (Gálatas 6.8).
A lealdade ao Senhor, portanto, é um dos princípios característicos que resultam das mudanças que efetuamos, e que nos conduzem a um novo e melhor tempo em nossa vida.
Pastor Silas Malafaia
ESTUDO 5 - RESULTADOS DA MUDANÇA
Já vimos que, quando começamos a servir a Deus, isso resulta em mudanças em nossa vida.
Existem princípios que estão envolvidos como resultado das mudanças que ocorrem conosco.
Estaremos comentando dois deles em seguida
Obediência verdadeira
A obediência é um elemento-chave para uma vida vitoriosa. A Bíblia confere grande importância a essa virtude, que é uma prova de nossa consagração pessoal a Deus.
Em 1 João 2.3-5 temos a afirmação que a obediência é um sinal de que o indivíduo é realmente salvo. É essencial que saibamos cultivar uma vida de obediência.
Define-se obediência como sendo “o estado ou ato de submissão à vontade de outrem”. Isso significa que para obedecer, é preciso que haja uma autoridade, e para o cristão, essa autoridade é o Senhor Deus.
A verdadeira obediência não é apenas um ato, mas também uma atitude interior de submissão, ou seja, é o produto de uma decisão interior, e não algo forçado, involuntário. Isso parece indicar claramente que a verdadeira obediência, no plano espiritual, é o ato de seguir a vontade de Deus em nossa vida, em todos os aspectos, por um desejo sincero, oriundo do próprio coração.
Quando há uma mudança real em nosso interior, a obediência verdadeira e absoluta torna-se resultado visível desse novo relacionamento espiritual com Deus, e o Salmo 40.8 será uma realidade na nossa vida: De/eito-me em fazer a tua vontade, á Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.
Devemos obedecer a Deus e à Sua Palavra sem questionamentos. Essa obediência absoluta a Deus só é possível quando passamos a ter uma opinião modesta a respeito de nós mesmos. Nesse momento, tornamo-nos receptivos à ideia de completa obediência.
Um exemplo é a autoestima de Paulo em face de sua participação como apóstolo:
Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. (1 Coríntios 15.9,10)
A obediência resultante da mudança de nossa vida gera uma lealdade inabalável a Deus.
Lealdade completa
A lealdade é uma das condições para o funcionamento do Reino de Deus, para que possamos ser cidadãos desse reino. Lealdade é sinônimo de fidelidade, sinceridade, honestidade, dignidade, integridade. Quem é leal cumpre com o que prometeu, corresponde ao que dele é esperado, mantém a palavra e não age de forma enganosa.
Uma vez que o amor de Deus jamais muda, uma vez que Deus é sempre o mesmo, Ele é absolutamente confiável; portanto, podemos ser leais a Ele.
Ser leal a Deus, como podemos entender pelos sinônimos acima, é corresponder à expectativa de Deus. É, portanto, aplicar as Suas leis em todos os momentos, para todos os casos. Ser leal Deus é ser coerente com tudo o que cremos e temos aprendido dele, conforme Ele pensa, e que dele se origina.
A nossa lealdade a Deus não pode ser dividida; deve ser absoluta. A Bíblia nos adverte em Mateus 6.24: Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Essa declaração de Jesus afirma que a lealdade no coração deve ser somente para com Deus. Jesus coloca Mamom em uma posição totalmente oposta a Deus. Jesus está afirmando neste versículo que é “impossível” servir a Deus e a Mamom. A fim de servir a Deus, devemos renunciar totalmente a Mamom e não ter nada a ver com ele.
Mamom coloca-se na categoria do poder que influencia os corações da humanidade a amar e a servir ao dinheiro e às riquezas no domínio físico.
Lealdade significa sermos verdadeiros com nós mesmos. É também sermos absolutamente fiéis à pessoa que escolhemos para viver. Lealdade é sermos totalmente fiéis à Igreja do Senhor e também a Deus, nosso Pai, e ao Seu amado Filho, nosso Redentor, Jesus Cristo.
Precisamos ser verdadeiros (ou leais) em relação ao que há de melhor em nós. Se murmurarmos ou vivermos reclamando de nossa vida e dos ensinamentos de Jesus, deveremos ser considerados servos de Deus?
A lealdade irrestrita é uma das pedras fundamentais no relacionamento de serviço a Deus. Como o serviço a Deus não nos foi imposto muito pelo contrário, foi algo que assumimos por pura e espontânea vontade, não podemos esperar obter qualquer tipo de vantagem a partir desse relacionamento.
Como Jesus já afirmou, em Mateus 6.24, não se pode servir, ao mesmo tempo, a dois senhores, mostrando claramente que só devemos servir e ser leais àquele a quem efetivamente obedecemos:
Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
Romanos 6.16
Quando alguém faz algo contrário à vontade de Deus, está desobedecendo ao Senhor e se coloca como servo do pecado e, como diz o texto do apóstolo Paulo, sois servos daquele a quem obedeceis. Os servos a que a carta de Romanos 6 refere-se são literalmente escravos. A pessoa que prontamente serve a um dos dois senhores vai suportar em seu corpo as marcas daquele a quem serve (Gálatas 6.8).
A lealdade ao Senhor, portanto, é um dos princípios característicos que resultam das mudanças que efetuamos, e que nos conduzem a um novo e melhor tempo em nossa vida.
Pastor Silas Malafaia
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
GRUPOS FAMILIARES - A DINÂMICA DO GRUPO

GRUPOS FAMILIARES OU GRUPOS DE CRESCIMENTO CELEIRO DE BÊNÇÃO
A dinâmica do Grupo
Introdução
Iniciaremos o nosso estudo de hoje com uma frase: “Qualquer atividade realizada sem entusiasmo, sem dinamismo, cairá na rotina e no enfado.” De fato, precisamos de dinamismo e entusiasmo na realização da obra de Deus. Já pensou se todos os lideres de uma igreja começassem a dirigir um culto com o semblante desanimado. Com certeza toda a congregação seria contaminada pelo desânimo.
Lembra-se dos 12 espias que voltaram de Jericó? Dez destes espias começaram a falar de forma negativa sobre a terra que haveriam de conquistar. O negativismo destes homens influenciou o coração de muitos israelitas. Portanto, um líder espiritual de grupos de crescimento, deve sempre procurar realizar a obra do Senhor com entusiasmo e dinamismo, e dessa forma procurar sempre estar influenciando outros positivamente.
Vamos agora tratar de alguns aspectos relacionados a Dinâmica do grupo de crescimento:
1. O grupo de crescimento deve ser um ambiente seguro onde todos podem compartilhar.
Deve ser um ambiente seguro onde as pessoas possam partilhar, com confiança, os sofrimentos e alegrias da vida. É um lugar onde as pessoas dividem os fardos dos problemas e conflitos pessoais.
Em matéria de fardo, existem pelo menos dois ensinos na Bíblia: a) cada um de nós deve carregar sua própria cruz; b)todos nós devemos levar as cargas uns dos outros: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Galátas 6:2).
Carregar a própria cruz nunca foi brincadeira. Em alguns casos, parece até que a cruz que nos foi destinada pesa muito mais do que todas as outras. Carregá-la, afinal de contas, requer toda a energia de que somos capazes. Ao ponto de, algumas ocasiões, termos a impressão de que nem mesmo nossa própria cruz agüentaremos.
Por que, então, Paulo afirma que cumprir “a lei de Cristo” é levar as cargas dos outros? Porque, no auxílio mútuo, naturalmente descobrimos como compensar nossas fragilidades e como compartilhar nossas capacidades. Além do mais, quando todos nós reconhecemos nossa fragilidade, é neste ponto que todos chegamos a reconhecer nossa mútua dependência do poder do Senhor. Como “corpo de Cristo”, quando um dos órgãos adoece, o corpo todo adoece e quando uma parte é reforçada, o corpo inteiro é beneficiado. Vale a pena, então, levar as cargas uns dos outros.
2. O grupo de crescimento é um lugar onde todos podem falar e participar.
Neste aspecto, o líder tem um papel fundamental; ele precisa saber que cada um é diferente de outro e assim deve procurar conhecer suas características e necessidades.
No grupo de crescimento devemos pedir a Deus as estratégias para nos aproximarmos do coração das pessoas, com tato, simpatia, paciente e determinado esforço, a fim de motivar cada participante à uma entrega ao Senhor Jesus e salvação de sua alma.
As pessoas abrirão seus corações na medida em que participarem cada vez mais, e começarem a conhecer melhor uns aos outros. Este processo leva algum tempo, mas é importante para que aconteçam experiências de cura interior.
3. O grupo de crescimento é um lugar de mudança no comportamento.
Modernos educadores têm descoberto que o relacionamento afetuoso é o mais importante meio para se alcançar mudanças de comportamento.
Assim mudanças de comportamento ocorrerão nos grupos de crescimento, na medida em que a ministração da palavra de Deus aos corações é dada com amor afetuoso. E então os participantes gradualmente irão sendo santificados pela palavra de Deus.
A perspectiva bíblica quanto à mudança de comportamento está ligada à santificação. Como afirma Booth: “A Santificação é um processo contínuo pelo qual Deus, por sua misericórdia, muda os hábitos e o comportamento do crente, levando-o a praticar obras piedosas”.
Sabendo que “a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta par discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12), precisamos recorrer a ela para entender não só como agimos, mas por que agimos como agimos.
4. O grupo de crescimento é um lugar onde as pessoas poderão adorar, orar, dar testemunhos de bênçãos e compartilhar a palavra de Deus.
Para que tudo isso aconteça, sugerimos que seja usado o modelo abaixo para os encontros semanais do grupo de crescimento:
1. Receba a todos de forma calorosa. Evite ser muito formal.
2. Faça um breve momento de Louvor. Não havendo instrumentos leve um CD, e cante com todos ou então use apenas as vozes.
3. Se houver visitantes apresente todos eles.
4. Faça um momento de oração de até 10 minutos. Mas lembre-se de perguntar aos participantes quais são seus pedidos de oração.
5. Inicie um estudo bíblico onde haja a participação de todos. Não prolongue este estudo. O tempo máximo deve ser de 35 minutos. Finalize este estudo fazendo um apelo para que todos coloquem em pratica o que foi discutido.
6. Após o estudo de a oportunidade para que alguém conte um pequeno testemunho. Caso ninguém deseje falar termine a reunião agradecendo a todos pela presença e convidando todos para a reunião na próxima semana do GRUPO FAMILIAR e para PARTICIPAREM DO CULTO NA IGREJA. Lembre-se que Grupo de Crescimento é uma estratégia para que mais pessoas sejam alcançadas para Cristo e sejam integradas na Igreja.
Alguns lembretes finais
1. Caso você deseje iniciar um grupo de Crescimento, este pode começar com apenas 03 pessoas e no máximo 15. Tudo vai depender do espaço disponível no local que será usado para os encontros semanais.
2. Os encontros semanais não podem ser realizados em horários onde há reuniões gerais em nossa Igreja, como por exemplo o culto de oração na terça, o culto de doutrina, a Escola Bíblica dominical e o culto do domingo a noite. Estas reuniões são preparadas para que todos nós possamos estar juntos. Estimule também os participantes do grupo de crescimento a estarem presentes nestas reuniões gerais da Igreja.
3. A igreja Celeiro de Bênção disponibiliza toda quarta-feira um estudo bíblico prático e com linguagem acessível a todos, para ser ministrado no seu grupo familiar. Procure sempre receber estes estudos.
4. Um grupo de Crescimento deverá ser aberto com a presença do Pastor ou um diácono indicado por este. Assim caso haja o desejo de ter um grupo de crescimento em sua casa, local de trabalho ou outro lugar qualquer, procure o pastor para que seja marcada a data para o início deste grupo.
Esperamos que esta visão dos grupos de crescimento possa trazer para nossa Igreja crescimento espiritual, salvação de vidas, multiplicação e edificação para aqueles que já pertencem a nossa Igreja.
Que Deus nos abençoe na realização de sua obra!
GRUPOS FAMILIARES - OBJETIVOS ESPIRITUAIS

GRUPOS FAMILIARES OU GRUPOS DE CRESCIMENTO CELEIRO DE BÊNÇÃO
Objetivos espirituais
Efésios 4:15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,..
Introdução
Em nosso estudo anterior tratamos de dois objetivos espirituais para os grupos de crescimento: Evangelização, e comunhão.
Hoje trataremos de mais três objetivos espirituais, que são: 1)Vivenciar a pratica do amor entre os irmãos, 2)Vivenciar experiências de restauração, e 3)Vivenciar experiências de crescimento espiritual.
1) Vivenciar a prática do amor entre os irmãos
Jesus atraía as multidões amando os perdidos. Jesus amava as pessoas perdidas e gostava de passar tempo com elas. Nos evangelhos fica bem claro que Jesus gostava mais de estar com o povo do que com os lideres religiosos. Ele estava sempre procurando ter contato com os não cristãos e era chamado de "amigo dos pecadores" (Lc. 7:34).
As pessoas sentiam que Jesus amava estar com elas. Até mesmo as crianças pequenas queriam ficar ao redor dele, o que já diz muito sobre que tipo de pessoa que era. As crianças instintivamente buscam pessoas que as aceitam e as amam.
O mandamento de amar é o mais repetido no Novo Testamento. Ele aparece pelo menos 25 vezes. Se não amamos as pessoas, nada disso importa. “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (IJo. 4:8)
O Senhor Jesus havia predito o esfriamento do amor: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24.12). No entanto, a igreja não deve se acomodar com o mundo e nem aceitar sua forma. O esfriamento do mundo não deve levar a igreja a se esfriar também: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12.2). A igreja deve reagir ao mundo, lutando contra o sistema maligno e buscando a graça de Deus. Enquanto o mundo te odeia, “não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12.21). Enquanto o mundo quase todo esfria ao seu redor, a igreja deve permanecer ardendo em amor, pois “nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13.35).
Lembremos do que nos ensina Paulo, aos Coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine". (I Co. 13:1). A essência do cristianismo esta na vivencia prática do amor de Deus. O amor de Deus, destrói todos os obstáculos que estão no coração das pessoas, impedindo-as de receberem a graça de Deus em suas vidas. O amor é o sentimento que aproxima pessoas, quebrando barreiras e distâncias. E o amor de Deus que faz com que toda boa obra tenha realmente resultado.
2) Vivenciar experiências de restauração
Vamos definir o que é restauração? No dicionário de Aurélio restauração é “o ato ou efeito de restaurar”, “recuperação” e “restabelecimento”. Também no grego “apokatastasis”, “pôr em ordem”, é usado em At 3:21.
Há momentos na vida do cristão em que esta restauração também é indispensável. Muitas pessoas necessitam experimentar restauração interior nos grupos de crescimento.
Porém alguns requisitos são importantes para este processo: o arrependimento, a confissão e o abandono do pecado. Davi expressou este processo em sua vida. Ao arrepender-se diz: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.” (Sl 51:1)
Davi estava verdadeiramente arrependido por ter cometido adultério com Bate Seba e por mandar assassinar o marido dela para encobrir o fato. Porém quando ele confessa, encontra misericórdia de Deus. Davi declara: “…Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” (Sl 32:2-5).
Nos grupos de crescimento ocorrem grandes oportunidades para que as pessoas possam experimentar em suas vidas a restauração gerada por Deus.
Encontramos na própria natureza alguns exemplos de renovação. A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então, a águia só tem duas alternativas: morrer… ou …enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo, sem contar a dor que irá ter que suportar. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar as suas velhas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, e, outras tradições que nos causam dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. DEIXE O SENHOR RENOVAR TUA VIDA. DEIXE O SENHOR RENOVAR OS RUMOS. DEIXE O SENHOR RENOVAR TUAS FORÇAS!!!
3) Vivenciar experiências de crescimento espiritual
Grupos de crescimento devem ser um ambiente onde todos tem como objetivo adquirir crescimento e maturidade espiritual.
Conta-se que um membro de igreja chegou todo vaidoso ao pastor e disse: “Tenho 23 anos de vida cristã”. O pastor, corrigiu logo: “Não, o irmão de 1 ano de crente. O resto é repetição”. De fato, há crentes que conhecemos que não apresentam nenhum sinal de melhora ou crescimento, são sempre os mesmos de anos atrás.
Na vida cristã temos que ter como meta crescer no conhecimento de Cristo. Paulo nos ensina como obter este crescimento: em 1 Pedro 2:2: “…desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação…”.
Pedro está se referindo aqui, ao leite proveniente da palavra, e esta palavra é espiritual, pois foi produzida pelo Espírito Santo (2 Pd 1.21). A palavra de Deus é o leite que produz crescimento. Em nossos dias este leite é a Bíblia. Os cristãos que não mantêm contato com a Bíblia ficam fracos por falta de alimento. Um dos propósitos dos grupos de crescimento é proporcionar aos participantes a oportunidade de se alimentarem com este leite.
Este leite tem que ser genuíno, isto é puro, não adulterado, não misturado. Há alguns meses os meios de comunicação noticiaram como algumas empresas estavam adulterando o leite, misturando-o com outros ingredientes, e assim anulando seu poder para dar crescimento saudável. Na área espiritual também há leite adulterado, que não produz verdadeiro crescimento. Alguns cristãos definham na nova vida porque se alimentam de leite adulterado, ensinos de homens misturados com a Palavra de Deus.
Pedro nos diz que devemos desejar ardentemente este leite. Ele deve ser buscado com intensidade. É interessante como os bebês com fome buscam seu alimento; choram, gritam, buscam avidamente o seio da mãe, etc. Enquanto não se alimentam, não cessam de clamar. Alguns cristãos sofrem de inanição por preguiça de buscar. Ficam satisfeitos com as coisas do mundo. Sentem-se fartos com as coisas mundanas. São como crianças que preferem comidas que enchem, mas não nutrem. Gastam mais tempo alimentando-se da TV, diversões, conversas não edificantes, etc., e a Bíblia fica empoeirada num canto! Será que suas almas não sentem fome de Deus? Se assim é, é preciso verificar se há de fato nova vida.
O povo de Israel, quando estava no deserto valorizou muito mais o alimento do corpo, do que o alimento da alma. Mas Deus queria lhes ensinar que nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus (Deut 8.3). O Senhor Jesus Cristo recitou estas palavras, quando estava com fome e foi tentado (Mat 4.4). Ele preferia a fome física à desobediência a Deus. Quão diferentes são muitos cristãos hoje! Preferem se empanturrar do alimento físico, e sofrem de desnutrição espiritual!
Conclusão.
Vivenciar amor, experimentar restauração e crescimento espiritual são três metas a serem alcançadas por aqueles que fazem parte de grupos de crescimento. Na próxima semana realizaremos o último estudo sobre este tema. Não perca!
GRUPOS FAMILIARES - ESTRATÉGIA DIVINA

GRUPOS FAMILIARES OU GRUPOS DE CRESCIMENTO CELEIRO DE BÊNÇÃO
ESTRATÉGIA DIVINA PARA A EVANGELIZAÇÃO E CRESCIMENTO ESPIRITUAL DOS CRENTES.
1. Introdução
Sentimos de Deus o desejo de alcançar vidas para Cristo. Há algum tempo há em nosso coração o desejo de usarmos a visão dos GRUPOS FAMILIARES.
Nos primeiros séculos, a igreja apostólica se expandiu rapidamente pregando o evangelho publicamente e de casa-em-casa.
Vejamos algumas passagens bíblicas:
· “Partiam o pão de casa-em-casa…” Atos 2:46;
· “de casa-em-casa não cessavam de ensinar…” Atos 5:42;
· “publicamente e também de casa-em-casa.” Atos 20:20.
· Por dois anos Paulo pregava o evangelho dentro da sua própria casa – Atos 28:30-31;
· As reuniões da igreja na casa de Lídia (Atos 16:40);
· a igreja na casa de Priscila e Áqüila (Romanos 16:3-5);
· a igreja na casa de Filemon (Filemon 2).
Observamos nestes textos, que as pessoas costumavam se reunir nas casas com o objetivo de compartilhar o evangelho.
O método de Grupos Familiares é bíblico. O Senhor Jesus treinou os seus discípulos, deu as orientações necessárias, e os enviou de casa-em-casa ( Lucas 9:1-6 ):
“1 Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. 2 Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos. 3 E disse-lhes: Nada leveis para o caminho: nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem deveis ter duas túnicas. 4 Na casa em que entrardes, ali permanecei e dali saireis. 5 E onde quer que não vos receberem, ao sairdes daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles. 6 Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte.”
No texto acima observamos pelo menos 03 princípios: 1) Os discípulos deveriam exercer o ministério com autoridade espiritual. 2) Não deveriam estar apegados as coisas materiais, pois o reino de Deus era o seu bem maior. 3)Deviam procurar pregar o evangelho nas casas sempre que possível.
Posteriormente, enviou outros 70 discípulos também de casa-em-casa (Leia Lucas 10:1-10 ). Eles regressaram “possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!” – Lc 10:17. Qual o propósito do Senhor Jesus ao enviá-los? O prosseguimento da obra e a expansão do seu reino por todo o mundo.
Ao ler Atos 5:42, novamente constatamos os cristãos tanto se reuniam em casas como no templo: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.”
É bom ressaltar que Cultos nos Lares não é uma fórmula mágica para o crescimento da Igreja. Ensinamos e nisto cremos que Cultos nos Lares é uma tentativa do retorno à adoração, na semelhança da igreja primitiva e uma oportunidade para cada membro do corpo aprender a servir e ser servido, aprender a ministrar e ser ministrado (Gálatas 5.13).
2. O que são Grupos familiares?
São grupos que se reúnem uma vez por semana, em um determinado dia e hora acertado, com a finalidade de se estudar o texto bíblico e de promover comunhão. Em um grupo familiar é mais fácil fazermos discípulos. Jesus disse: “Ide e fazei discípulos.”
Outra definição de grupo familiar é: um grupo de pessoas salvas, devidamente integradas a uma igreja local, que se reúnem semanalmente com o fim de evangelizar pessoas não evangélicas (familiares, parentes, amigos e vizinhos).
O Grupo Familiar é formado com dois propósitos: 1) evangelização; 2) multiplicação (isto é, uma vez alcançado crescimento, desdobrar-se-á em dois ou mais grupos com o fim de expandir a obra missionária, e gerar novos campos de trabalho para os novos líderes formados).
3. Vantagens dos cultos nos lares para a Igreja:
A. É flexível: O grupo pode trabalhar para suprir as necessidades dos seus membros. No grupo familiar conheceremos melhor cada pessoa e isto nos ajudará a entender melhor qual é a necessidade de cada irmão.
B. É móvel: O grupo pode se reunir numa casa ou mesmo num escritório, ou numa escola. Não está limitado a um prédio.
C. É inclusivo: Você faz falta se não vier. Está aberto a todos os tipos de pessoas.
D. É pessoal: Os Cultos nos Lares criam uma possibilidade de atingir as minhas necessidades e as de outros. E além disso, os cultos nos lares permitem que conheçamos melhor os conflitos do nosso irmão. Assim temos uma melhor oportunidade de ajuda-lo.
E. É excelente para evangelizar: A abertura do grupo, o fato de ser inclusivo pessoal e amoroso, produz um testemunho e um ambiente ideal para a evangelização e o futuro discipulado.
4. Tamanho do grupo familiar
Cada Grupo Familiar deverá ser composto, no mínimo, por três componentes e no máximo 20 pessoas. Não existe limite para o seu crescimento, no entanto, para melhor aproveitamento, quando o grupo alcançar o número de quinze componentes, é recomendável a multiplicação, ou seja, é bom que este grupo seja dividido em um grupo menor para melhor aproveitamento.
É importante, que os membros do grupo familiar convidem pessoas novas para participarem das reuniões semanais.
5. A Chave para evangelização
O corpo humano está em constante processo de renovação. Se não fosse assim morreria. Esse processo também se aplica ao corpo de Cristo, a igreja. Desta forma a evangelização é um dos requisitos de uma igreja dinâmica e pujante. A igreja que não possui um programa de evangelização formal, permanecerá parada ou morrerá lentamente. Precisamos de um programa de evangelização que, como determina Jesus, comece em nosso próprio bairro, em nossa cidade, em nossa vila, onde quer que o Senhor nos plantou.
Cada grupo familiar converte-se em um núcleo de reavivamento em seu próprio bairro, porque é no grupo que se pode encontrar vida naquela área. Quando a reunião de grupos é cheia de vida, quando as pessoas estão felizes e partilham sua fé e dão testemunho do que o Senhor tem feito em suas vidas, os demais se sentem atraídos por elas. Os incrédulos sentem curiosidade.
Quando a igreja adota o sistema de evangelização através de grupos familiares, ela torna-se um organismo vivo. Os grupos familiares são células vivas e seu funcionamento é muito similar ao das células do corpo humano. Num organismo vivo, as células crescem e dividem-se. Onde antes havia uma célula, tornam-se duas. Então quatro, depois oito, dezesseis, e assim por diante. As células não são adicionadas ao corpo; multiplicam-se em progressão geométrica. Quando o grupo familiar alcança um número de membros, divide-se em dois. Então, os dois novos grupos convidam gente nova até que ambos excedam quinze famílias. Aí, dividem-se em quatro.
Cada grupo é como um círculo de família. Mediante estes círculos familiares as pessoas sentem-se como se pertencessem e permanecessem na igreja. Além disso, cada líder de grupo cuida do seu pequeno rebanho, assim como a galinha vigia seus pintainhos. Se um membro do seu grupo familiar falta à igreja, no dia seguinte o líder vai visitá-lo a fim de ver o que acontece. Se houver algo errado, ele dá um jeito de consertá-lo imediatamente.
Na próxima semana continuaremos.
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